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Experimento do paraquedas com ovo: alunos aplicam a física na prática

Foto do escritor: Equipe Pedagógica Escola Americana
Equipe Pedagógica Escola Americana
há 2 dias
4 min de leitura

Será que o paraquedas abre? E o ovo, chega inteiro? Essas foram as perguntas que deixaram a turma em suspense no experimento do paraquedas com ovo, realizado pelos alunos do Year 8 da Escola Americana de Goiânia nas aulas de Ciência. O desafio parecia simples: soltar um ovo cru do alto de uma sacada sem que ele quebrasse. Para isso, os alunos precisaram transformar a teoria de energia em um protótipo que funcionasse de verdade.


🎬 Assista ao vídeo do experimento:





No vídeo, os próprios alunos explicam seus protótipos, fazem a contagem regressiva e comemoram o resultado. A seguir, mostramos cada etapa e a física por trás do desafio.


🔬 O que os alunos estavam estudando: transformações de energia

O experimento nasceu do conteúdo de sala. Como explicou a professora, a turma estava estudando transformações de energia e, a partir dessa ideia, construiu protótipos para lançar o ovo. A regra era que todos tivessem um paraquedas, para diminuir a velocidade e fazer com que o impacto fosse menor.



Professora mostra protótipo de paraquedas com ovo feito pelos alunos do Year 8
A professora apresenta um dos protótipos: estrutura, amortecedor e paraquedas.


Um dos alunos resumiu a física da queda com as próprias palavras:


“Enquanto está caindo, vai aumentando a energia cinética e diminuindo a energia potencial gravitacional.”

Ou seja: lá no alto, o ovo tem muita energia potencial gravitacional. Durante a queda, essa energia vira energia cinética, a energia do movimento. Quanto mais rápido o ovo chega ao chão, maior o impacto. O papel do paraquedas é justamente reduzir essa velocidade.



Infográfico do experimento do paraquedas com ovo: energia potencial gravitacional e energia cinética na queda



🛠️ Como proteger um ovo em queda: os protótipos

Cada grupo criou a sua solução, mas todas combinavam duas estratégias: frear a queda e absorver o impacto. Para frear, os alunos usaram sacos plásticos como paraquedas. Para absorver, testaram materiais diferentes.



Aluno do Year 8 apresenta paraquedas feito com saco plástico para o experimento do ovo
“A nossa intenção é, com paraquedas, reduzir a velocidade do ovo.”


Uma dupla explicou que prendeu o paraquedas para que, ao se encher de ar, o protótipo não caísse tão rápido. Também prenderam esponjas “para diminuir a força do impacto, para que o ovo continue inteiro”.



Dupla de alunos mostra protótipo com esponjas e paraquedas para proteger o ovo
Esponjas nas laterais ajudam a amortecer a chegada ao chão.


Outro grupo apostou em plástico-bolha e balões para amortecer a queda. Como lembrou uma das alunas, sem essa proteção, em queda livre, “o ovo ia quebrar por causa da velocidade alta”.



Alunas mostram protótipo com plástico-bolha e balões para o experimento do ovo
Plástico-bolha e balões: outra estratégia para absorver o impacto.




Infográfico: as partes de um protótipo para o experimento do ovo com paraquedas



🪂 Hora do teste: “Um, dois, três e…”

Com os protótipos prontos, a turma subiu até a sacada. Cada lançamento começou com contagem regressiva e terminou com a turma inteira debruçada para ver o resultado lá embaixo.



Alunos e professora soltam protótipo de paraquedas da sacada da escola
A contagem regressiva antes de cada lançamento.




Alunos lançam paraquedas colorido com ovo do alto da sacada
Cada grupo testou o próprio protótipo.


Lá embaixo, os paraquedas pousaram um a um. E a cada protótipo aberto, a mesma reação: “Não quebrou, não quebrou, não quebrou!”



Protótipos de paraquedas pousados no chão após o experimento do ovo
Os paraquedas depois do pouso.



🥚 O resultado: todos os ovos sobreviveram

A turma conseguiu fazer com que todos os protótipos funcionassem. A explicação dos alunos mostra que o conceito ficou claro:


“Os nossos ovos sobreviveram porque conseguiram dissipar energia, principalmente pelo paraquedas e pela absorção.”


Alunos do Year 8 mostram os ovos inteiros após o experimento do paraquedas
Ovos inteiros: a prova de que o protótipo funcionou.


A professora fechou com a ideia central do experimento: “Não importa a massa do protótipo, e sim se diminuiu a velocidade… ou seja, o impacto vai ser menor.”


🔁 Do projeto ao teste: por que aprender assim funciona

O experimento seguiu o mesmo ciclo usado por engenheiros: estudar, projetar, construir, testar e analisar. Os alunos não apenas decoraram a definição de energia cinética: precisaram usá-la para tomar decisões, explicar escolhas e defender por que o protótipo funcionaria.



Infográfico: etapas do experimento do paraquedas — estudar, projetar, construir, testar e analisar


Esse tipo de atividade conversa com outros projetos da escola, como a aula de Biologia com a coleção científica e os projetos de aprendizagem baseada em projetos (PBL), em que os alunos aprendem investigando.


🧠 Quiz: você entendeu o experimento?

Teste o que você aprendeu. Clique em cada pergunta para ver a resposta.


Energia potencial gravitacional. Ela depende da altura: quanto mais alto, maior.

Em energia cinética, a energia do movimento. Por isso o ovo acelera enquanto cai.

Reduzir a velocidade da queda. Ao se encher de ar, ele aumenta a resistência do ar e o ovo chega ao chão mais devagar.

Para absorver o impacto. Eles amortecem a chegada ao chão e ajudam a dissipar a energia que sobrou.

Não é a massa do protótipo, e sim se ele conseguiu diminuir a velocidade. Menos velocidade significa um impacto menor.


❓ Perguntas frequentes sobre o experimento do paraquedas com ovo


É uma atividade de Ciências em que os alunos constroem um protótipo com paraquedas e amortecedores para que um ovo cru caia de uma certa altura sem quebrar. Ela ajuda a entender energia potencial, energia cinética e impacto.

Na Escola Americana, os alunos usaram sacos plásticos como paraquedas, estruturas de papelão, fitas, esponjas, plástico-bolha e balões. São materiais simples e baratos.

Transformação de energia potencial gravitacional em energia cinética, resistência do ar, velocidade de queda e dissipação de energia no impacto.

Sim, com supervisão de um adulto: comece de uma altura baixa e segura, use materiais leves e nunca se debruce em janelas ou sacadas.


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Na Escola Americana de Goiânia, aprender é testar o que você projetou. Acompanhe mais histórias de sala de aula no blog da Escola Americana.

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